Aleatório, Conversa

Ainda não consigo correr

Antes que pensem, eu não estou aqui pra indicar terapia pra ninguém. Não estou aqui pra apontar dedos na cara e falar “você!!! você precisa de terapia”, acho muito ingênuo fazer isso. Já fiz, hoje em dia, prefiro olhar pra mim mesma e responder “não sei se todo mundo precisa de terapia não”. Ainda mais no momento atual, como mandar pessoas à terapia (sim, como xingamento) sem antes oferecer direitos básicos? Meu deus, 2021.

Eu vim falar do meu processo terapêutico. Eu faço terapia desde muito nova, sei lá, escrita e terapia sempre foram uma boa combinação na minha cabeça, porque sim. Fazia terapia com intervalos e foi assim com a escrita também. Estou acostumada a estar em processo terapêutico, parece que eu sempre tenho algo pra lidar ou estou lidando ou é o mesmo velho assunto de sempre. Isso é muito privado e vulnerável pra mim, então prefiro me abster de comentar qual assunto.

Olha só, Brené Brown, praticando a vulnerabilidade sem a exposição desnecessária.

Perdi o fio da meada.

O que eu quero dizer é que eu tenho uma estrada. Estar em processo terapêutico nunca foi fácil, mas acho que faço isso com maestria. (não vou pedir desculpas por sentir que sou boa em autoanálise). Estou sempre questionando todos os meus porquês, mas ultimamente eu tenho me sentido revigorada, renovada.

Depois do vendeval que foi, eu tenho me sentido bem. Tenho sentido que tenho caminhado para um caminho melhor, não para o caminho da perfeição, que eu me cobrava demais, que eu me chicoteava a cada nota abaixo de oito ou que eu achava que não merecia nada na minha vida, duvidar do meu potencial, da minha inteligência, do que eu escrevo. Eu sinto que estou andando nessa estrada de “não se leve tão sério, apenas vá.” Sabe aquela estrada que mencionei da Pocahontas ou da Moana? no post Você escreve?

Posso finalmente dizer que escolhi a estrada que não dói. A estrada que não me deixa esgotada, a estrada que eu não puno por ser falha, imperfeita, por ser eu. Humana. Ainda estou no começo!

e sim: Go girl, give us nothing! Sim, se for isso que eu puder dar, será o nada. Se for mais que isso, eu dou também. Mas é um processo. O processo de caminhar.

Pensando em criar uma newsletter, porque é praticamente uma conversa esse blog. O que vocês acham?

Obrigada se você leu até aqui.

Aleatório, Conversa

I’m still just a rat in a cage

Eu tenho visto muitos textos sobre se existe uma palavra, sentimento pra isso que todos estamos sentindo após mais de um ano em isolamento e pandemia. Alguns chamam de languidez, mas acredito que não tem um nome ainda. Os historiadores do futuro que trabalhem pra encontrar uma palavra. Lamento. Gotta work, bitch. Um esgotamento em massa.

Eu não consigo ler mais da mesma forma, sinto necessidade de ler pouco e mais alguma tarefa no fundo. Exemplo: ler ouvindo música, se leio sem fazer nada, leio muito pouco. Esse ano eu já cheguei a ler enquanto tinha aulas. Tudo bem que eram de direção, (shiu. não conta pro detran) Está muito difícil focar em algo. Por exemplo, eu tricoto. Eu não consigo ainda tricotar vendo tv – requer uma prática avançada. Digamos que eu estou no nível intermediário I de tricô. Voltando ao ponto, tricoto ouvindo podcasts e olha que nem sou uma grande fã desse tipo de mídia. São inúmeras mini tarefas que antes era possível focar e agora já não consigo.

Eu acabei percebendo que estava fazendo coisas cada vez mais devagar e num ritmo diferente. O ritmo pandêmico? Mesmo que eu goste muito, não consigo consumir que nem uma alucinada. Eu preciso de tempo. Acredito que isso é geral. Todo mundo se sente um pouco assim e muita gente ainda não encontrou o próprio ritmo e isso traz desgaste, porque basicamente…. sei lá, pessoal: o que ficou combinado no início desse isolamento seria que todos pegaríamos leves conosco e com outros. Não foi o que aconteceu. Um monte de gente esgotada de tanto trabalhar, estudar, de tanto ficar em casa. (Isso não vale pra você que tá saindo por aí espalhando vírus e não usando máscara.)

Então, esse post é basicamente: descubra seu ritmo de trabalhar e estudar. Não se mate, não se puna por não produzir tanto como gostaria. Seja gentil com você como você é com outros. Inúmeras palavras clichês sobre self-care.

Abraços,
Lygia

Conversa

Você escreve?

Nunca me expus ou acho que não, comecei fugindo desde cedo de olhos e aplausos que eu não buscava. Eu detesto aplausos que não busco, não sei lidar.

Isso diz muito sobre mim como alguém que escreve, eu escrevo e posto mas tô sempre me escondendo, meu blog de textos desde 2008 é secreto no momento. Abaixo posto o último post lá, no entanto eu escrevi isso em 2017.

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Aleatório

Chuva e sol, casamento de espanhol. Ou viúva?

Meu post é um desses que acordo 06:48 da manhã de domingo e sento pra escrever. O que aconteceu: Notícias grandes e inesperadas? Não. Sonhos demais. Eu ando sonhando muito. Sonho com dias que passei horas deitadas na casa vazia da minha tia esperando por alguém, porque sabia que ninguém além de mim faria, mas isso não aconteceu na realidade. Até porque minha tia veio e falou “O que você tá fazendo?” (no sonho msm) Eu não sei. Só parecia aquelas cenas clichês de filme indie, a cozinha toda rosa e eu deitada lá com alguma roupa listrada. Nossa, que post é esse?

Esse post é sobre sonho e acordar.

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Conversa, Livros, Quadrinhos

Por que parar de ler?

Hoje eu me perguntei “Quando nós paramos de ler? E por quê?” Esse assunto surguiu por conta de uma taxação que o Paulo G***** quer fazer e começar a taxar livros com a justificativa de que apenas ricos leem livros. Mas que grande falácia.

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Conversa, Livros

Caixinhas pra se enfiar, caixinhas pra usar como gatos.

Minha gata é uma dessas que ama uma caixa. Sempre que aparece uma nova pela casa, ela tá cheirando, circulando, rondando, até atacar e ficar umas 2 semanas dentro da caixa. Algumas caixas ela têm mais carinho que outras, ela usa mais tempo. Outras logo ela larga. Isso não é uma metáfora (ou talvez?). Às vezes ela gosta tanto de uma caixa que ela destrói em pedacinhos.

Ok, talvez seja uma metáfora pra mim. Continue lendo “Caixinhas pra se enfiar, caixinhas pra usar como gatos.”

Conversa, Livros

We move like sharks, together and apart.

Começar é um grande problema. Começar a ler um livro, a caminhar, a fazer terapia, a estudar ou voltar, escrever, escrever um Livro. Eu penso demais na entrevista que a Ferrante deu que ela diz que sempre escreveu diários e, basicamente aquilo deu uma base tão forte de escrita que ela lançou vários livros, mas principalmente a tetrologia Napolitana. Continue lendo “We move like sharks, together and apart.”

Aleatório, berlim, Conversa, Livros, Música

Leveza e Peso, mais leituras

Antes de contar e explicar o que estou lendo, queria dizer que as últimas semanas têm sido difíceis. Obviamente não só pra mim, mas pro Brasil inteiro. Todos estamos na merda. Mas queria ir mais além e falar sobre mim, sobre minha experiência. Tenho sim bastante dificuldade em falar sobre minha pessoa, mas será um esforço.

 

Antes de começar, escuta essa música aqui 

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Aleatório, Conversa, Livros

Será que você é uma pessoa culta?

É o seguinte. Começou o BBB21 e sempre tem aquelas pessoas que falam que assistir reality show é uma alienação e as pessoas que veem brilhamente assumiram: sim, é uma alienação gostosa. A questão é que a grande maioria das pessoas no Brasil (não sei se no mundo, mas talvez também) tem essa ideia rasa de que ler livros te tornam culto e os próprios leitores corroboram com essa ideia: ler livros é uma coisa culta. E infelizmente, muito deles se sentem superiores por isso. Nesse post, ignorei a nova treta literária de livros na escola e quando comecei esse post BBB tinha mal começado, apesar de mal começou agora e já aconteceu tanta coisa. Não vou falar da reviravolta e nem de nada disso. 

“É como se ao falar mal eu negasse pertencer àquilo. Afinal, se não diz nada para você, não deve perturbar e, portanto, é só mudar de canal e seguir a vida. Em vez de tentar convencer o outro de que o programa é ruim, questione o motivo de se sentir tão incomodado com o que acontece lá.”… – Veja mais em https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2016/01/21/nao-gostar-de-bbb-nao-torna-voce-mais-inteligente-do-que-ninguem.htm?cmpid=copiaecola

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Livros

Você deveria ler rapidamente?

Esse post será sobre as leituras de Janeiro/2021.

Mas antes de chegar lá, quero divagar um pouco sobre Gilgamesh. Você já leu um livro que deveria ser lido com calma, saboreando cada palavra, cada espaço? Em uma época pré-pandemica, estava eu numa sala repleta de pessoas sem máscara e o professor disse que Gilgamesh é um desses livros que você precisa ler lentamente. Apesar da história ser relativamente rápida, é um livro que demanda algo mais de você. Uma leitura atenta. Uma leitura mais ativa que o normal. Antes que digam, esse post não é bait sobre Gilgamesh.

 

 

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