Aleatório

Livros ruins

O que fazer quando você se depara com… livros ruins? Desde a história não cumpriu o que você esperava ou o autor se desviou do rumo que estava bom ou até você simplesmente não foi pego pela leitura.

Alguns tentam até o fim, vão até o fim do livro pra odiar mais um pouco ou às vezes são até surpreendidos no fim com um “gostei”. Sou do time que larga quando descubro que não gostei e não há chance de gostar. Até o momento, pelo menos. Muitas vezes a leitura acontece como ondas de humor, às vezes você tá no clima outras simplesmente não.

Outra pergunta que surge é “Será que todos os livros precisam ser ótimos, 5 estrelas? Ou eles podem ser ok, nota 3?” Será que estamos acostumados a viver em extremos de ódio e amor? Por que um livro não pode estar simplesmente cumprindo a função dele de passatempo e ser mediano? Qual é a nossa obsessão em apenas ler o melhor? Em um mundo que temos pouco tempo pra sentar e aproveitar as coisas, ler coisa ruim/mediana acaba sendo quase um privilégio. Não há tempo pra perder com bobeira. Talvez a necessidade de ler leituras medianas entre nesse meio. Nem tudo precisa ser maravilhoso, há algo bom no que está na média. Enfim… vocês pensam sobre isso? Esses pensamentos circulam minha mente enquanto evito pensar em outras coisas catastróficas.

Um abraço se você leu até aqui.

Um beijo,

Lygia

Aleatório

Livros que ganhei – breve book haul

Como boa booker, as pessoas me dão livros e sou muito feliz e agradecida por isso. Hoje vou falar do meu aniversário e dos livros que recebi. Meu aniversário é uma data especial e esse ano eu compensei pelos 2 anos que ficamos sem comemorar com pessoas, então durou uma semana praticamente. Será como um pequeno book haul, eu só li o livro da Thais.

Mas parando de falar do meu aniversário, vamos aos livros:

1. Esperança Feminista – Debora Diniz e Ivone Gebara


Não conheço muito sobre esse livro, mas achei interessante. Pretendo ler, talvez ache algum clube de leitura pra compartilhar a leitura, porque descobri que é muito bom ler livros com clube.
“Em Esperança feminista, Debora Diniz e Ivone Gebara – duas das principais vozes do feminismo brasileiro – se encontram para pensar a ação feminista a partir de doze verbos políticos e poéticos. As autoras trazem o estranhamento de uma conjugação patriarcal naturalizada, a celebração da alegria feminista e uma vida de desobediência criativa ao patriarcado e suas tramas.”

2. Fausto – Goethe da Editora34


Essa edição fala por si só. Bilíngue. Goethe. Editora34. Muito feliz. Até porque (ahem, ahem) eu fui no restaurante que o Goethe escreveu uma das cenas de Fausto.


“Escrito ao longo de sessenta anos, o Fausto de Goethe é não só a opera della vita de seu autor, mas um poema “incomensurável” que, no dizer de Thomas Mann, “abrange em seu interior três mil anos de história humana”.
Esta tragédia, reconhecida como uma das obras máximas da literatura mundial, teve sua primeira parte publicada em 1808; a segunda foi finalizada semanas antes da morte do autor, em março de 1832.
Com rigorosa supervisão do professor Marcus Vinicius Mazzari, da Universidade de São Paulo, a presente edição traz, ao lado do original alemão, a tradução completa da segunda parte realizada por Jenny Klabin Segall, pela primeira vez totalmente revista, acrescida de notas e comentários que orientam a leitura deste livro monumental – e atualíssimo.
Este volume reproduz também a série integral de 143 ilustrações a bico de pena de um dos maiores nomes do Expressionismo alemão, Max Beckmann (1884-1950), criadas pelo artista no exílio em plena Segunda Guerra Mundial.” Escrito ao longo de sessenta anos, o Fausto de Goethe é não só a opera della vita de seu autor, mas um poema “incomensurável” que, no dizer de Thomas Mann, “abrange em seu interior três mil anos de história humana”.

3. Animal – Lisa Taddeo


Não conheço muito sobre esse livro. Parece novo, moderno. Mas me interessou a premissa. Vou colocar aqui.


“Animal é uma representação da fúria feminina em sua forma mais pura, e uma exploração do desmantelamento de uma sociedade dominada por homens. Com uma escrita dilacerante e hipnótica, Taddeo ilustra a transformação de uma mulher de presa à predadora.”

4. eu investigo qualquer coisa sem registro – Thais Campolina


esse eu ganhei num sorteio de um curso de poesia que fiz com a própria Thais! Como o próprio curso que a Thais deu, o livro dela é sobre olhar as pequenezas e minúcias do mundo ao redor. Perceber que o simples é ordinário, falar do simples é algo quase precioso, dar vozes aos elementos que são apagados pela correria do dia a dia.


“O livro brinca com a ideia de que é preciso investigar essas histórias, impressões e olhares considerados banais ou desimportantes, enquanto tenta registrar o que importa, mas pode passar despercebido. A presença da cidade e do deslocamento na obra se relacionam com o fato de que todos somos anônimos, humanos ou bichos, nesses espaços e essa despersonalização inibe o registro de quem está ali de fato.”

5. Gyo – Junji Ito

Não conheço muito sobre essa história, mas gosto muito de Junji Ito.

“Durante a Segunda Guerra Mundial, o exército imperial japonês desenvolveu um plano ultra-secreto para criar armas biológicas, mas o navio que transportou o experimento foi afundado por um bombardeiro … aparentemente enterrando-o para sempre… Já no presente, Kaori e Tadashi decidem tirar férias nas praias de Okina, mas depois de um terrível incidente com tubarões muito particulares, decidem voltar para Tóquio, mas antes de poderem voltar, começam a aparecer criaturas assustadoras que parecem peixes com pernas e um fedor de morte começa a permear toda a ilha. Quais são esses seres realmente e o que estava acontecendo no fundo do mar durante todas essas décadas?”

6. Pequena Coreografia do Adeus – Aline Bei

Já comecei a leitura desse livro, porque vou ler junto com um clube ou é o que eu pretendo. Mas não sei se vou conseguir, porque tô achando muito chato. Estruturas quebradas demais, palavras que começam em caixa alta sem motivo, como se fosse nome próprio mas nada muito específico. Eu não sei se foi porque já li o peso do pássaro morto e gostei, mas esse tá sendo bem difícil de gostar.

Bom, acho que é isso.

Obrigada se você leu até aqui.

Um abraço,

Lygia

Aleatório

hey… new year already?

Acabei parando aqui por acaso e quis voltar a escrever porque eu gosto de conversar e escrever como uma conversa diário e coisa e tal. Gosto de soltar meus pensamentos íntimos aqui, já pensei em newsletter mas o blog funciona tão bem.

Não sei o que vai ser esse post, só pensei em postar. Pensei em fazer uma lista atualizada sobre coisas boas que me movem a continuar vivendo, estudando, escrevendo e lendo.

Recentemente, descobri que gosto muito de ovo com gema mole, quando você raspa numa torrada com queijo, yummy. Adquiri mais velas, tenho quase uma coleção pra cada mood, comprei uma vela pensando já no natal de 2022. Um pouco preciptado talvez, mas velas são essenciais pra criar moods. Quando eu preciso sentar e estudar, uma vela e uma música lofi criam o ambiente perfeito. Aprendi isso com as vlogers de estudo hehe obrigada meninas hehe

Adotei mais uma gata e estamos em fase de adaptação, mas confesso que o tempo frio aproxima a gente dos bichos porque (HAHAHAHAHAHA) eles ficam mais carentes e pedem colo com mais frequência.

Tive vontade de escrever esse post, principalmente por causa do ovo com gema mole, eu senti que precisava anunciar pro mundo que estou gostando de ovo com gema mole…. e outra paixão é expresso tônica. É horrível como a morte, mas nossa é maravilhoso depois que você acostuma com o amargo. Muita gente não gosta de coisa amarga, mas o amargo te faz viver, te põe no lugar, te faz sentar numa cadeira ereto! e fazer coisas, ser útil. Coisas amargas são boas pra isso. São muitas contradições, mas eu gosto de pensar que elas fazem sentido.

Fora isso, minha vida está indo bem. Estou na academia no pain no gain, indo à faculdade e expondo o que eu escrevo. Algumas coisas minhas estão pra sair em lugares e estou bem feliz com isso. Minha psicóloga vai me dar 10/10 na próxima consulta… apesar dela não curtir a minha obsessão por ser nota 10, estrelinha e perfeição, mas vamos lá. Eu estou muito bem. (é mentira, é óbvio, mas é isso aí, ano de eleição com um grande L estampado na testa e uma estrela vermelha no peito, mas o voto é secreto, guys shiu)

Obrigada se você leu até aqui! (mesmo que tenha sido sobre nada)

Um abraço,

Lygia

Aleatório

As coisas que te chutam da estrada

Exatamente o que o título quis dizer. Tem umas coisas na vida que te chutam da estrada que você está percorrendo e foi assim que me senti quando aconteceu um negócio bad vibes na minha vida. O negócio bad vibes finalmente acabou, mas eu ainda tô tentando voltar a caminhar. É aquilo no último post, eu ainda não conseguia correr. Eu continuo não conseguindo, mas eventualmente, consigo.

O que seria um chute da pista? São aquelas coisas que te tiram da sua zona de conforto e você é obrigado a dar 100% de sua atenção pra isso. No meu caso, foi uma mudança exaustiva. Por semanas e semanas, me senti como aquela máquina de doces que diz “Eu ainda funciono, mas a luz está quebrada”

A luz interior está quebrada mas ainda funciono.

A gente não sabe o quanto de energia vai precisar pra certas coisas e tem coisas que gastam energia demais. Mudança definitivamente é uma delas.

Mas enfim, o post é pra dizer que estou de volta e pra lembrar que sim, você é chutado da estrada de vez em quando, mas com o tempo e tendo paciência consigo mesma pro cansaço, você volta a caminhar.

Aleatório, Conversa

Ainda não consigo correr

Antes que pensem, eu não estou aqui pra indicar terapia pra ninguém. Não estou aqui pra apontar dedos na cara e falar “você!!! você precisa de terapia”, acho muito ingênuo fazer isso. Já fiz, hoje em dia, prefiro olhar pra mim mesma e responder “não sei se todo mundo precisa de terapia não”. Ainda mais no momento atual, como mandar pessoas à terapia (sim, como xingamento) sem antes oferecer direitos básicos? Meu deus, 2021.

Eu vim falar do meu processo terapêutico. Eu faço terapia desde muito nova, sei lá, escrita e terapia sempre foram uma boa combinação na minha cabeça, porque sim. Fazia terapia com intervalos e foi assim com a escrita também. Estou acostumada a estar em processo terapêutico, parece que eu sempre tenho algo pra lidar ou estou lidando ou é o mesmo velho assunto de sempre. Isso é muito privado e vulnerável pra mim, então prefiro me abster de comentar qual assunto.

Olha só, Brené Brown, praticando a vulnerabilidade sem a exposição desnecessária.

Perdi o fio da meada.

O que eu quero dizer é que eu tenho uma estrada. Estar em processo terapêutico nunca foi fácil, mas acho que faço isso com maestria. (não vou pedir desculpas por sentir que sou boa em autoanálise). Estou sempre questionando todos os meus porquês, mas ultimamente eu tenho me sentido revigorada, renovada.

Depois do vendeval que foi, eu tenho me sentido bem. Tenho sentido que tenho caminhado para um caminho melhor, não para o caminho da perfeição, que eu me cobrava demais, que eu me chicoteava a cada nota abaixo de oito ou que eu achava que não merecia nada na minha vida, duvidar do meu potencial, da minha inteligência, do que eu escrevo. Eu sinto que estou andando nessa estrada de “não se leve tão sério, apenas vá.” Sabe aquela estrada que mencionei da Pocahontas ou da Moana? no post Você escreve?

Posso finalmente dizer que escolhi a estrada que não dói. A estrada que não me deixa esgotada, a estrada que eu não puno por ser falha, imperfeita, por ser eu. Humana. Ainda estou no começo!

e sim: Go girl, give us nothing! Sim, se for isso que eu puder dar, será o nada. Se for mais que isso, eu dou também. Mas é um processo. O processo de caminhar.

Pensando em criar uma newsletter, porque é praticamente uma conversa esse blog. O que vocês acham?

Obrigada se você leu até aqui.

Aleatório, Conversa

I’m still just a rat in a cage

Eu tenho visto muitos textos sobre se existe uma palavra, sentimento pra isso que todos estamos sentindo após mais de um ano em isolamento e pandemia. Alguns chamam de languidez, mas acredito que não tem um nome ainda. Os historiadores do futuro que trabalhem pra encontrar uma palavra. Lamento. Gotta work, bitch. Um esgotamento em massa.

Eu não consigo ler mais da mesma forma, sinto necessidade de ler pouco e mais alguma tarefa no fundo. Exemplo: ler ouvindo música, se leio sem fazer nada, leio muito pouco. Esse ano eu já cheguei a ler enquanto tinha aulas. Tudo bem que eram de direção, (shiu. não conta pro detran) Está muito difícil focar em algo. Por exemplo, eu tricoto. Eu não consigo ainda tricotar vendo tv – requer uma prática avançada. Digamos que eu estou no nível intermediário I de tricô. Voltando ao ponto, tricoto ouvindo podcasts e olha que nem sou uma grande fã desse tipo de mídia. São inúmeras mini tarefas que antes era possível focar e agora já não consigo.

Eu acabei percebendo que estava fazendo coisas cada vez mais devagar e num ritmo diferente. O ritmo pandêmico? Mesmo que eu goste muito, não consigo consumir que nem uma alucinada. Eu preciso de tempo. Acredito que isso é geral. Todo mundo se sente um pouco assim e muita gente ainda não encontrou o próprio ritmo e isso traz desgaste, porque basicamente…. sei lá, pessoal: o que ficou combinado no início desse isolamento seria que todos pegaríamos leves conosco e com outros. Não foi o que aconteceu. Um monte de gente esgotada de tanto trabalhar, estudar, de tanto ficar em casa. (Isso não vale pra você que tá saindo por aí espalhando vírus e não usando máscara.)

Então, esse post é basicamente: descubra seu ritmo de trabalhar e estudar. Não se mate, não se puna por não produzir tanto como gostaria. Seja gentil com você como você é com outros. Inúmeras palavras clichês sobre self-care.

Abraços,
Lygia

Conversa

Você escreve?

Nunca me expus ou acho que não, comecei fugindo desde cedo de olhos e aplausos que eu não buscava. Eu detesto aplausos que não busco, não sei lidar.

Isso diz muito sobre mim como alguém que escreve, eu escrevo e posto mas tô sempre me escondendo, meu blog de textos desde 2008 é secreto no momento. Abaixo posto o último post lá, no entanto eu escrevi isso em 2017.

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Aleatório

Chuva e sol, casamento de espanhol. Ou viúva?

Meu post é um desses que acordo 06:48 da manhã de domingo e sento pra escrever. O que aconteceu: Notícias grandes e inesperadas? Não. Sonhos demais. Eu ando sonhando muito. Sonho com dias que passei horas deitadas na casa vazia da minha tia esperando por alguém, porque sabia que ninguém além de mim faria, mas isso não aconteceu na realidade. Até porque minha tia veio e falou “O que você tá fazendo?” (no sonho msm) Eu não sei. Só parecia aquelas cenas clichês de filme indie, a cozinha toda rosa e eu deitada lá com alguma roupa listrada. Nossa, que post é esse?

Esse post é sobre sonho e acordar.

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Conversa, Livros, Quadrinhos

Por que parar de ler?

Hoje eu me perguntei “Quando nós paramos de ler? E por quê?” Esse assunto surguiu por conta de uma taxação que o Paulo G***** quer fazer e começar a taxar livros com a justificativa de que apenas ricos leem livros. Mas que grande falácia.

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Conversa, Livros

Caixinhas pra se enfiar, caixinhas pra usar como gatos.

Minha gata é uma dessas que ama uma caixa. Sempre que aparece uma nova pela casa, ela tá cheirando, circulando, rondando, até atacar e ficar umas 2 semanas dentro da caixa. Algumas caixas ela têm mais carinho que outras, ela usa mais tempo. Outras logo ela larga. Isso não é uma metáfora (ou talvez?). Às vezes ela gosta tanto de uma caixa que ela destrói em pedacinhos.

Ok, talvez seja uma metáfora pra mim. Continue lendo “Caixinhas pra se enfiar, caixinhas pra usar como gatos.”